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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

buddy guy

Nascido na Louisiana, Estados Unidos, de 1936, Buddy Guy viu sua carreira como músico profissional firmar-se a partir de 1958, depois de ter-se mudado para Chicago. Foi lá que o guitarrista venceu algumas vezes um desafio musical feito por diversos clubes, a chamada “Batalha do Blues” (Battle of the Blues), superando músicos como Magic Sam e Otis Rush. Foi nessa época que Guy lançou dois singles pela gravadora Cobra Records (Sit And Cry e This Is The End). Em 1960, o artista assinou contrato com a Chess Records e passou a tocar ao lado de grandes nomes do blues, como Muddy Waters, Willie Dixon, Little Walter, Sonny Boy Williamson e Koko Taylor. A partir de então, Buddy Guy começou a construir uma carreira de sucesso, que o consagraria como um dos melhores músicos de blues de sua geração. Após o fim dos anos 1970, apesar de alguns bons lançamentos, sua carreira entrou em um certo declínio. Em 1991, Eric Clapton o convidou para tocar com ele no Royal Albert Hall, em Londres, nas gravações do 24 Nights. Foi a chance que ele precisava. Suas performances nos shows fizeram com que ele assinasse um contrato com a gravadora Silvertone. Naquele mesmo ano, ele lançou o álbum Damn Right, I’ve Got The Blues, um aclamado disco de retorno, que contou com participações de Clapton, Jeff Beck e Mark Knopfler. A partir desse lançamento, a carreira de Buddy Guy voltou aos eixos em um processo de crescente sucesso, que o mantém até hoje no topo da lista dos grandes nomes vivos do blues. No programa de hoje você conhece um pouco mais desta história do melhor jeito que eu conheço: ouvindo-a.






Seleção musical: Ricardo Pereira.


1.“FIRST TIME I MET THE BLUES”, 1960
2. “I CRY AND SING THE BLUES”, 1967.
3. “SHE SUITS ME TO A TEE”, 1966.
4. “KEEP IT TO YOURSELF”, 1966..
5. “WHEN MY LEFT EYES JUMPS”, 1962.
6. “TEN YEARS AGO”, 1960
7. “I NEED YOUR LOVE SO BAD”, 1966.
8. “LET ME LOVE YOU BABY”, 1960.
9. “I FOUND A TRUE LOVE”, 1961.
10. “LEAVE MY GIRL ALONE”, 1965.
11. “TOO MANY WAYS”, 1967.
12. “THE WAY YOU BEEN TREATING ME”, 1957.
13. “SIT AND CRY (THE BLUES)”, 1958
14. “THIS IS THE END”, 1959.
15. “HOLD THAT PLANE”, 1972.
16. “MAN OF MANY WORDS”, 1994.
17. “HEAVY LOVE”, 1998.
18. “FEELS LIKE RAIN”, 1993.
19. “EARLY IN THE MORNING”, 1991.
20. “WHERE IS THE NEXT ONE COMING”, 1991.
21. “BLUES AT MY BABY’S HOUSE”, 1982.
22. “GOOD NEWS”, 1982.
23. “WHEN YOU SEE THE TEARS FROM MY EYES”, 1982.
24. “WHAT KIND OF WOMAN IS THIS?”, 2005.
25. “AIN’T NO SUNSHINE” (feat. Tracy Chapman), 2005.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

blues brazuca

Sólon Fishbone

Sugestão de Lorena Caneca. E quem pode negar o pedido de uma garota que gosta de blues? Uma seleção com o que há de melhor e mais significativo dentro do blues brasileiro. Ficou gente de fora? Claro que ficou. Mas também esse não é o último programa dedicado ao blues que circula dentro das nossas fronteiras, mas somente o primeiro. Cumpre o seu papel de mostrar que não precisa nascer às margens do Mississipi para ter o blues correndo pela veia. Confira a seleção musical de Ricardo Pereira.





1.“NUVENS NEGRAS CHORAM" – CELSO BLUES BOY
in: Nuvens Negras Choram, 1998.

2. “BLUES DA GARANTIA” – ARI BORGER part.esp. Herbert Vianna
in: Blues da Garantia, 2004.

3. “STREET DOG BLUES” – BASEADO EM BLUES
in: Baseado em Blues, 1996.

4. “NÃO VOLTE AQUI” – BIG JOE MANFRA
in: Dois, 2004.

5. “CERVEJA” – BLUES ETÍLICOS
in: Águas Barrentas – Ao Vivo, 2001.

6. “DON’T LOOK BACK” – JEFFERSON GONÇALVES
in: Gréia, 2007.

7. “WALK AWAY BABY” – NUNO MINDELIS
in: Blues On The Outside, 1999.

8. “WHAT’S ON YOUR MIND” – SÓLON FISHBONE Y LOS COBRAS
in: Blues from Southlands, 1994.

9. “WHISKY & BLUES” – BÊBADOS HABILIDOSOS
In: Envelhecido 12 Anos, 2004.

10. “NÃO QUERO AJUDA” – NASI & OS IRMÃOS DO BLUES
In: Os Brutos Também Amam, 1995.

11. “MOJO INSTRUMENTAL” – ROBSON FERNANDES
In: Sampa Blues, 2002.

12. “COMO SE NÃO FOSSE NADA” – SÉRGIO DUARTE & ENTIDADE JOE
In: Destilado ‘N’ Blues, 2004.

13. “ TAKE FIVE” – FLÁVIO GUIMARÃES
In: Little Blues, 1995.

14. “SO LONG BOEMIA” – ANDRÉ CHRISTOVAM
In: Mandinga, 1988.

domingo, 19 de outubro de 2008

muddy waters demais

McKinley Morganfield nasceu em Rolling Fork, Mississipi, a 4 de abril de 1915, e foi aí que lhe deram a alcunha de Muddy Waters. Aos três anos, com a morte de sua mãe, foi viver com a avó na cidade de Clarksdale, onde cresceu inserido numa região de músicos por excelência, como Charlie Patton, Son House, Tommy Johnson e Robert Johnson. Depois de alguns anos empregado num estábulo, Muddy Waters foi seduzido primeiro pelo som da harmônica aos treze anos de idade, quatro anos depois optava pela guitarra, que não demorou a dominar e a utilizar como uma extensão da sua voz, tal era a perfeição com que tocava. Foi para Chicago em 1943, num período muito difícil devido aos tempos de guerra que se viviam na altura. Empenhado em divulgar o seu blues na cidade, Waters começou a tocar para platéias bem maiores do que àquelas a que estava habituado, e começaram então a surgir as primeiras gravações, algumas das quais nunca chegaram a ser editadas. Viu-se obrigado a arranjar um emprego diurno de chofer de caminhão. As gravações continuavam, agora ao lado do pianista Sunnyland Slim e do baixista Ernest “Big” Crawford, mas o impacto junto ao público teimava em tardar. Foi com o singles “I Can’t Be Satisfied/I Feel Like Going Home”, onde para além da voz soturna que o caracterizava introduziu nos temas o som da guitarra amplificada, que depressa causou grande entusiasmo junto ao público. Durante a década de 1950, Waters tornou mais sólido o sucesso que vivera no final da década anterior e deu continuidade a introdução nas suas composições de novos sons e texturas instrumentais, que influenciou uma série de músicos e bandas, então interessados em explorar as sonoridades do blues. A música de Waters começou então a despertar a curiosidade num público mais jovem. O blues começava a infiltrar-se com outros estilos musicais, o que garantiu até hoje à sua sobrevivência e se o blues teve um filho e ele se chama rock’n’roll muito se deve à Muddy Waters o nascimento desta criança. No ‘programa’ de hoje um passeio pela obra de Muddy Waters que é o mesmo que dizer um passeio pela História do Blues. Ficou demais.






Seleção Musical: Ricardo Pereira.


1. “(I’M YOUR) HOOCHIE COOCHIE MAN”, 1954.
2. “ROLLIN’ STONE”, 1948.
3. “FORTY DAYS AND FORTY NIGHTS”, 1956.
4. “COUNTRY BOY”, 1952.
5. “I CAN’T BE SATISFIED”, 1948.
6. “I’M READY”, 1978.
7. “SHORT DRESS WOMAN”, 1964.
8. “MY HOME IS IN THE DELTA”, 1964.
9. “I FEEL SO GOOD”, 1960.
10. “I WANT TO BE LOVED”, 1955.
11. “I’VE GOT MY MOJO WORKING”, 1960.
12. “STILL A FOOL”, 1951.
13. “SUGAR SWEET”, 1955.
14. “DIAMONS AT YOUR FEET”, 1956.
15. “ALL ABOARD”, 1956.
16. “SHE MOVES ME”, 1952.
17. “DON’T GO NO FARTHER”, 1956.
18. “CLOSE TO YOU”, 1958.
19. “LOOK WHAT YOU’VE DONE”, 1960.
20. “JUST TO BE WITH YOU”, 1956.
21. “MY EYES (KEEP ME IN TROUBLE)”, 1955.
22. “YOU CAN’T LOSE WHAT YOU AIN’T NEVER HAD”, 1964.
23. “WALKIN’ THRU THE PARK”, 1958.
24. “CAN’T GET NO GRINDIN’”, 1973.
25. “THE SAME THING”, 1964.
26. “BABY PLEASE DON’T GO”, 1979.
27. “LONG DISTANCE CALL”, 1969.
28. “TOM CAT”, 1968.
29. “I JUST WANT TO MAKE LOVE WITH YOU”, 1968.
30. “MANNISH BOY”, 1968.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

especial robert johnson

Robert Johnson nasceu em 1911, em Hazlehurst, Mississipi, berço do blues americano e é um dos músicos mais influentes do gênero. Compôs apenas 29 músicas registradas por ele em duas sessões de gravação: uma em novembro de 1936 e outra realizada em junho de 1937. Duas delas podem ser ouvidas na abertura do nosso programa de hoje dedicado a obra e ao legado de Robert Johnson. Embora Johnson não tenha inventado o blues, seu trabalho modificou o estilo de execução, empregando mais técnica, riffs mais elaborados e maior ênfase no uso das cordas graves para criar um ritmo regular. É também uma importante referência para a padronização do consagrado formato de 12 compassos para o blues. Em sua curta carreira profissional, de 1936 a 1938, Johnson não conseguiu nenhum grande reconhecimento comercial, tocando apenas em prostíbulos e pequenos bares. Conseguiu, porém, o reconhecimento de outros músicos, tendo recebido ainda em vida o título de “The King of the Delta Blues Singers”. Sua morte em 1938 é rodeada de mistério: Johnson teria bebido whisky envenenado com estrictina, supostamente preparado pelo marido ciumento de uma de suas amantes. Existem ainda outras versões para a sua morte: que haveria morrido de sífilis, que havia sido assassinado com arma de fogo ou a mais curiosa e provavelmente a que melhor ilustra a lenda Robert Johnson, a de que ele teria morrido uivando e babando como um cão raivoso no corredor do hotel em que ele estava. O mito popular sugere que Johson vendeu sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississipi, em troca da proeza para tocar guitarra. Daí o status mítico desta última versão. Este mito foi difundido principalmente por Son House, outro grande nome do blues da época, e ganhou força devido às letras de algumas de suas músicas, como “Crossroads Blues” e “Me and the Devil Blues”. Você ouve estas e outras de suas composições na interpretação de grandes nomes do blues e do rock.






Seleção musical: Ricardo Pereira.

1.“FROM FOUR UNTIL LATE” – ROBERT JOHNSON, 1937
In: Robert Johnson, The Complete Recordings.

2. “THEY’RE RED HOT”(Robert Johnson) – ROBERT JOHNSON, 1936.
In: Robert Johnson, The Complete Recordings.

3. “TERRAPLANE BLUES”(Robert Johnson) – JOHN LEE HOOKER
In: The Ultimate Collection(1948-1990), 1991.

4. “CROSSROADS”(Robert Johnson) – CREAM
In: Wheels of Fire, 1968.

5. “TRAVELLING RIVERSIDE BLUES”(Robert Johnson/Page/Plant) – LED ZEPPELIN, 1969
In: BBC Sessions, 1997.

6. “COME ON IN MY KITCHEN”(Robert Johnson) – JOHNNY WINTER
In: The Best of Johnny Winter.

7. “RAMBLIN’ ON MY MIND”(Robert Johnson/Traditional) – JOHN MAYALL & THE BLUESBREAKERS
In: Blues Breakers with Eric Clapton, 1966.

8. “KIND HEARTED WOMAN”(Robert Johnson) – GEORGE THOROGOOD & THE DESTROYERS
In: George Thorogood & The Destroyers, 1977.

9. “WHEN YOU GOT A GOOD FRIEND”(Robert Johnson) – JOHN HAMMOND Jr.
In: Big City Blues, 1964.

10. “LOVE IN VAIN”(Robert Johnson/Jagger/Richards) – ROLLING STONES
In: Stripped, 1995.

11. “ME AND THE DEVIL BLUES”(Robert Johnson) – ERIC CLAPTON
In: Me and Mr. Johnson, 2004.

12. “MILKCOW’S CALF BLUES”(Robert Johnson) – ERIC CLAPTON
In: Me and Mr. Johnson, 2004.

13. “LAST FAIR DEAL GONE DOWN”(Robert Johnson) – ERIC CLAPTON
In: Me and Mr. Johnson, 2004.

14. “HELLHOUND ON MY TRAIL”(Robert Johnson) – FLEETWOOD MAC
In: Fleetwood Mac, 1968.

15. “STONES IN MY PASSWAY”(Robert Johnson) – JOHN MELLECAMP
In: Trouble No More, 2003.

16. “MALTED MILK”(Robert Johnson) – ERIC CLAPTON
In: Unplugged, 1992.

17. “SWEET HOME CHICAGO”(Robert Johnson) – THE BLUES BROTHERS
In: The Blues Brothers: Music from the Soundtrack, 1980.

18. “DUST MY BROOM”(Robert Johnson) – ETTA JAMES
In: Blue To The Bone, 2004.

19. “IF I HAD POSSESSION OVER JUDGMENT DAY”(Robert Johnson) – BLUES ETÍLICOS
In: San-Ho-Zay, 1990.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

feeling # 1

Muddy Waters

Para quem já estava cansado de esperar, aí está: o velho e bom blues. Tem Muddy Waters, tem B.B. King, John Lee Hooker, os três grandes, não quero ver ninguém chiar. E nem venham me dizer que Janis Joplin não é uma cantora de blues. Porque se Janis Joplin não é uma cantora de blues, as cantoras de blues não são cantoras de blues. E para completar dois representantes de uma geração mais nova: Gary Moore e Robert Cray. Clássicos do gênero como The Sky is Crying, Born under a bad sign e a fantasmagórica I Put A Spell On You, aqui na voz do capeta dos infernos, Screamin Jay Hawkins. Não sou de me gabar, mas decididamente este programa de estréia está de arrasar, já dá para fazer uma idéia do que vem pela frente, o bicho vai pegar.





Seleção musical: Ricardo Pereira.

1.“I’M YOUR HOOCHIE COOCHIE MAN”(Willie Dixon) – MUDDY WATERS.
In: I’m Ready, 1978.

2.“MUSTANG SALLY”(Mack Rice) – BUDDY GUY.
In: Damn Right, I’ve Got The Blues, 1994.

3.“BOOM BOOM”(John Lee Hooker) – JOHN LEE HOOKER.
In: Burnin’, 1961.

4.“THE SKY IS CRYING”(Elmore James/Clarence Lewis/Morgan Robinson) – ELMORE JAMES, 1959.
In: The Complete Fire and Enjoy Sessions.

5.“BORN UNDER A BAD SIGN”(William Bell/Booker T.Jones) – ALBERT KING
In: Wednesday Night in San Francisco, 1968.

6. “THE THRILL IS GONE” (Rick Darnell/Roy Hawkins) – B.B. KING
In: Completely Well, 1969.

7.“STILL GOT THE BLUES”(Gary Moore) – GARY MOORE
In: Still Got The Blues, 1990.

8. “MAYBE”(Arlene Smith/George Goldner) – JANIS JOPLIN
In: I Got Dem Ol’ Kozmic Blues Again Mama, 1969.

9. “I PUT A SPELL ON YOU” (Jay Hawkins) – SCREAMIN’ JAY HAWKINS, 1957
In: Cow Fingers and Mosquito Pie.

10. “NOTHING BUT A WOMAN”(Robert Cray) – THE ROBERT CRAY BAND
In: Strong Persuader, 1986.

Amanhã, sexta-feira, é dia de balançar ao som do melhor acid jazz que há.